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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Um felino selvagem muito parecido com o gato doméstico

Mäyjo, 26.02.17

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ANIMAIS QUE ARRUINARAM AS FOTOGRAFIAS

Mäyjo, 01.02.17

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Esqueceu de um presente para alguém?

Mäyjo, 26.12.16

 

 

 

Se esqueceu de um presente para alguém, fica aqui um a sugestão que ainda vai a tempo e é fantástica:

Já pensou em adotar um animal selvagem em recuperação?

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Todos os anos pelo Natal dois centros de recuperação de animais selvagens unem-se para fazer uma campanha de adoção. A deste ano está em curso e permite aos aderentes dar um presente original e solidário.

 

É o tipo de presente que ninguém espera e que se destaca de todos os outros. O Cervas – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, de Gouveia e o RIAS – Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens de Olhão unem-se todos os anos nesta campanha.

Desta forma as duas organizações angariam fundos para a manutenção dos seus centros ao mesmo tempo que proporcionam uma verdadeira experiência de aproximação ao meio selvagem a quem aderir à campanha.

Quem apadrinha um animal em recuperação tem direito a receber fotos do animal, notícias sobre a sua recuperação e assistir à sua devolução à Natureza, caso tal seja possível no termo do período de internamento. A partir de 15€ já é possível ser padrinho de um animal. Descarregue a ficha de apadrinhamento aqui.

Foto: Voando na Natureza

 

LAMPREIA-DO-SADO CORRE SÉRIOS RISCOS DE EXTINÇÃO

Mäyjo, 03.11.16

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Dados recolhidos por uma equipa de cientistas a estudar a Lampetra lusitanica, espécie sem valor gastronómico e que existe apenas na baía do Sado, apontam para um “declínio acentuado do número de efectivos”, disse Catarina Mateus, investigadora da Universidade de Évora. “Verifica-se uma redução drástica da área de distribuição desta espécie de água doce”, alertou a bióloga.

 

As conclusões foram tidas no âmbito de um trabalho de investigação sobre a “Lampetra lusitanica”. Já há três anos a investigação desta equipa, que conta com o apoio do MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, tinha identificado esta espécie das demais lampreias existentes em Portugal, migradoras e não migradoras.

“É uma espécie à beira da extinção, se não se fizer nada rapidamente”, declarou o investigador Pedro Raposo de Almeida, da Universidade de Évora, à Lusa. “É urgente adoptar medidas dirigidas à conservação desta espécie e do seu habitat, caso contrário a mesma poderá extinguir-se num futuro próximo.”

A lampreia do Sado habita um dos rios portugueses onde a pressão das actividades humanas se faz sentir de forma notória na qualidade e disponibilidade da água. Nesse local a “intermitência de algumas linhas de água é responsável por ‘stress’ hídrico, condição agravada pela presença de inúmeras tomadas de água, de efluentes contaminados com resíduos orgânicos, vários focos de poluição e proliferação de espécies piscícolas exóticas”, explicam os investigadores.

Para a responsável do projeto de investigação, Catarina Mateus, a reabilitação do leito e margens da ribeira da Marateca poderão ser determinantes para evitar a sua extinção.

Foto: Filipe Lopes 

ESTAMOS A LEVAR MAIS DE 300 ESPÉCIES DE MAMÍFEROS À EXTINÇÃO, GRAÇAS AOS NOSSOS HÁBITOS ALIMENTARES

Mäyjo, 28.10.16

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Mais de 300 espécies de mamíferos, desde chimpanzés, hipopótamos e morcegos, estão a ser comidas até à extinção pelo Homem, de acordo com um estudo internacional agora lançado sobre o comércio de carne de animais selvagens.

 

O comércio de carne de animais selvagens é pratica comum antiga para populações rurais espalhadas pelo mundo. Mas à medida que as malhas do desenvolvimento se apoderam destas zonas, a carne destes animais está a deixar de ser um meio de sobrevivência, para ser visto como um negócio lucrativo, deixando a pouco e pouco estes locais desprovidos de toda e qualquer vida selvagem.

estudo agora publicado na revista Royal Society Open Science alerta exactamente para esta realidade: se não forem tomadas medidas urgentes para contrariar esta situação, a extinção de algumas destas espécies levará ao colapso do sistema que suporta a alimentação destas populações.

Os investigadores guiaram-se pela “lista negra” da International Union for Conservation of Nature’s (IUCN) para identificarem quais as espécies em vias de extinção, como consequência da caça para alimentação. Pelo cruzamento de dados, descobriram que 301 espécies, ou seja 7% de todos os mamíferos terrestres avaliados pela IUCN e cerca de um quarto dos mamíferos em vias de extinção, estão em perigo.

“Há uma imensidão de coisas ruins que afectam a vida selvagem, actualmente. A degradação e perda de vida selvagem sobressaem, mas temos também de prestar atenção ao colossal impacto que a caça de carne de animais selvagens provoca no ambiente”, esclarece David Macdonald, responsável por esta equipa de investigação, ao The Guardian.

“O número de caçadores envolvidos neste esquema aumentou, e a penetração das redes rodoviárias para os lugares mais remotos é tal que se torna impossível controlar. O que antes era apenas um coelho na panela de uma família na zona, torna-se agora algo comercialmente apetecível. Nos Camarões, só para dar um exemplo, ao amanhecer é possível ver uma imensa fila de táxis saindo para as áreas mais remotas destes locais, para regressarem ao fim do dia carregadas de carne de animais selvagens, para vender na cidade mais próxima”, alerta David.

É bastante difícil contabilizar a verdadeira dimensão global do comércio de carne de animais selvagens. Números de 2011, do Center for International Forestry Research, estimavam que perto de 6 milhões de toneladas de animais eram “recolhidas” todos os anos. Outro estudo indicava ainda que perto de 89 mil toneladas de carne, com um custo aproximado de $200m, eram retiradas todos os anos da selva da Amazónia. Esta carne é traficada para o exterior, com umas impressionantes 260 toneladas de carne a serem apreendidas todos os anos, apenas no aeroporto de Charles de Gaulle, em Paris.

Foto: Carl de Souza/AFP